
APMGF e AICIB vão atribuir bolsas aos melhores pitches sobre projetos de investigação em CSP!
A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB) irão atribuir bolsas de apoio à investigação durante o 42º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (MGF), na sequência da sessão «Vende-nos o teu projeto», a realizar no dia 28 de março, pelas 14h00, em Tróia.
Ali, serão discutidas as cinco propostas finalistas da iniciativa, após o respetivo pitch dos proponentes. Depois das apresentações, caberá aos mentores discutir as propostas e cada um selecionará o projeto que apoiará. As decisões serão reveladas na sessão de encerramento do 42º Encontro Nacional de MGF e o júri procurará, acima de tudo, valorizar o mérito de cada ideia e o seu potencial impacto no desenvolvimento dos CSP, atribuindo aos três melhores projetos uma bolsa monetária no valor de 3.000 euros para prossecução do estudo e apoio consultivo por parte do mentor. Os dois projetos que não sejam selecionados pelos mentores serão contemplados com uma bolsa no valor de 1.000 euros cada um e serão acompanhados na sua execução pelo Departamento de Investigação da APMGF.
Gil Correia, um dos mentores do «Vende-nos o teu projeto», sublinha que “o objetivo desta call e deste painel é possibilitar a que colegas que tenham boas ideias para investigar, mesmo que ainda pouco exploradas, possam ter o apoio necessário para as desenvolver e concretizar. Projetos com valor para generalizar a todos os Médicos de Família ou que possam ter impacto positivo nos Cuidados de Saúde Primários têm mais hipóteses do que projetos muito dirigidos ou de âmbito muito local. Nesta, como em muitas outras áreas, a «paixão» que o investigador coloca na sua ideia, a forma como a defende e justifica a sua exequibilidade e o potencial futuro são características fundamentais, quer na escrita, quer para o pitch na sessão do 42º Encontro”.
O também membro do Departamento de Investigação da APMGF ressalva ainda que, de ano para ano, as propostas que são apresentadas aos mentores no âmbito desta iniciativa têm vindo a revelar qualidade e pertinência: “temos observado, desde logo, um aumento global na qualidade das candidaturas e projetos que nos vão chegando. Percebemos também que estas bolsas servem para apoiar jovens investigadores, suas equipas, muitas vezes enquadradas em projetos englobados em ciclos de estudos. Pretendemos que estes projetos possam comprovar o valor desta investigação e dar o salto para a publicação e desenvolvimento de projetos maiores. Apesar de termos distribuído anualmente nestas bolsas em parceria um valor total de cerca de 22 mil euros, sabemos que o desenvolvimento de investigação ao longo do tempo e com envergadura suficiente para captar outro tipo de financiamento requer uma estrutura e capacidades maiores do que existem atualmente na maior parte dos locais, bem como a capacidade de incentivar os colegas a realizar investigação e fazer com que a investigação seja realmente valorizada, a todos os níveis”.
Por último, Gil Correia acredita que este tipo de ajuda, sustentado por organizações com interesse comum no desenvolvimento de boa investigação e suporte à criatividade nos CSP, já deu provas da sua utilidade: “este é o caminho, e esta é a semente que poderá permitir no futuro ter uma rede de investigadores e estruturas de investigação em CSP robusta e disseminada. Tem existido um apoio crescente a estas iniciativas, mas de facto o apoio nas várias dimensões, incluindo quem, mais experiente, possa ajudar ao desenvolvimento de projetos, é fundamental para uma melhoria contínua dos projetos e das candidaturas”.